Biblioteca Pública em Londres
Hoje no horário do almoço, dei um pulo na biblioteca pública em Baker Street. Fui devolver um exemplar do Lonely Planet England que peguei emprestado há alguns meses atrás quando procurava por lugares para visitar fora de Londres no verão. Acabei não devolvendo até agora pois esperava fazer mais algumas viagens, o que não deve mais acontecer até a primavera do ano que vem agora que o inverno chegou de vez.
As bibliotecas públicas são uma mina de ouro pra quem não quer gastar dinheiro comprando livros como eu. Eu leio um livro uma vez e nunca mais, logo a biblioteca para mim é o lugar mais óbvio ao invés das livrarias. Além disso, não gosto de ficar acumulando livros na prateleira do meu apartamento pois não tenho muito espaço para guardar muita coisa. Cheguei a vender muitos dos livros que comprei pelo Ebay ou Amazon, mas hoje em dia é raro eu comprar mais livros. Ainda gosto de ir nas livrarias folhear livros recém-lançados, mas pagar por eles eu não pago mais.
No momento, tenho emprestado da Biblioteca três livros de criança para o meu filho, um livro do Martin Lewis sobre como economizar, um sobre ser uma working mother e um outro da Gina Ford sobre como criar crianças contentes. Vocês aí do Brasil devem estar perguntando quanto custa isso tudo? Nadica de nada. É só levar uma conta para comprovação do endereço e preencher uma ficha que eles te dão uma cartão magnético na hora. Normalmente você terá três semanas para ler o livro e pode fazer a renovação pela internet. Também há DVDs e CDs, mas estes você paga uma pequena taxa e o prazo de devolução é menor.
A biblioteca onde estive é totalmente automatizada. Você pega os livros que quiser direto das prateleiras, insere o seu cartão magnético dentro de uma máquina com leitora ótica, passa os livros no scanner e pode levá-los pra casa. Para devolvê-los, você coloca os livros na mesma máquina, insere o cartão magnético e a máquina manda colocar os livros na prateleira ao lado. Não há filas ou complicação. Há atendentes se você precisar de ajuda. Hoje tive que pagar £1.50 de multa por ter atrasado uma semana na devolução do Lonely Planet pois não pude mais renovar. Paguei ali na mesma máquina com moedas.
A variedade de livros disponíveis é razoável e os livros em si são todos em bom estado de conservação. Das três bibliotecas em que sou cadastrada, a mais moderna é a de Stratford na região onde eu moro. A de Marylebone onde estive hoje se não é moderna, ao menos é automatizada. E a de Leyton onde morei há alguns anos atrás é a piorzinha, mas lá não devo mais voltar.
Hoje fui na biblioteca com a intenção de apenas retornar um livro, mas acabei saindo de lá com mais três livros emprestados. Difícil será arranjar tempo para ler todos eles!
Leyton Orient x Brentford
Conseguimos mais um par de ingressos grátis para essa partida e resolvemos ir de carro dessa vez. Acabou sendo uma péssima idéia: saímos de casa atrasados, ficamos presos no trânsito por quase uma hora, resolvemos cortar caminho, nos perdemos e acabamos chegando lá vinte minutos depois do apito inicial. A bilheteria já tinha fechado e entrei em pânico. O segurança nos encaminhou para a recepção do clube e após alguns nervosos minutos a senhorinha encontrou os nossos ingressos.
Quando entramos no estádio, o jogo estava 1 a 0 para os visitantes. Os poucos torcedores do Brentford faziam mais barulho do que a torcida da casa. Pouco antes do intervalo veio o empate. Não levei a câmera, logo não deu pra tirar fotos. Perdi a chance de fotografar o mascote do Orient, um dragão vermelho chamado Theo.
No intervalo, compramos um sanduíche de frango muito bom e um refrigerante. Um chá, que muita gente tinha comprado pra combater o frio, talvez tivesse sido mais interessante.
No segundo tempo, um gol contra completou a virada do Orient. Depois disso foi um sufoco pra segurar o resultado até o final, tendo o goleiro feito várias defesas excelentes.
Duas partidas, duas vitórias - até agora trouxemos sorte para os donos da casa.
Quero ir de novo!
Leyton Orient x Millwall

O estádio do Orient é chamado de Brisbane Road, mas o nome oficial é Matchroom Stadium
Ganhei um par bilhetes pra assistir a um jogo da terceira divisão do futebol inglês. Escolhi assistir ao Leyton Orient F.C. cujo estádio fica próximo de onde moramos por quatro anos na zona leste de Londres e sempre via os torcedores indo e vindo aos sábados a tarde, vestidos com camisa, boné e cachecol vermelho e branco que são as cores do time. Resolvemos ir de metro, pois sabíamos bem que o transito da região complica em dia de jogo. Na entrada, há uma lista de items proibidos estampada na parede. Tivemos que terminar de beber o Guaraná em lata que tínhamos acabado de comprar na lojinha do português e nos pediram para abrir a garrafinha plástica de água se quiséssemos entrar com ela no estádio, provavelmente para evitar que os jogadores sejam atingidos por garrafadas.

"Kick-off time" - o início da partida
Que emoção, era a minha primeira vez em um estádio para assistir a uma partida de futebol na Inglaterra. A última vez que tinha pisado em um estádio de futebol foi no início dos anos 90 quando fui assistir ao São Paulo F.C. no Morumbi. Não era um jogo da Primeira Divisão, não era o estádio de Wembley, mas era de graça (cada bilhete custaria £22/R$63,00) e os dois times eram de Londres. Mesmo sendo um time pequeno da terceira divisão, a estrutura do Leyton Orient ensinaria muita coisa a qualquer clube brasileiro. Em primeiro lugar, todos os assentos são numerados. Não existe geral e todo pagante tem direito a sua própria cadeira. Em segundo lugar, nada de cheiro de urina ou maconha no ar. As arquibancadas são limpas e bem conservadas. Não há aramado nem fosso separando os torcedores das arquibancadas – uma das muitas medidas de segurança obrigatórias para evitar tragédias como a de Hillsborough vinte anos atrás quando 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados devido a superlotação do estádio. O gramado, que fica muito próximo dos torcedores, é um verdadeiro carpete verde, bem diferente dos campos esburacados do Brasil. Haviam mulheres, idosos e crianças na torcida. Anotei tudo isso na cabeça, sentei-me e me concentrei na partida que estava pra começar. A arquibancada oposta estava tomada pela torcida visitante do Millwall que fazia muito barulho.

Vista da arquibancada oeste de onde assisti a partida
O primeiro tempo terminou empatado, sem gols e sem muita emoção. Aproveitei pra explorar as instalações do estádio. Na parte de baixo das arquibancadas, haviam várias cadeiras exclusivas para os deficientes físicos. Onde no Brasil se encontra isso? Havia não apenas as cadeiras, mas vários deficientes físicos assistindo ao jogo. Isso me impressionou; achei sensacional ver estas pessoas terem acesso tão fácil ao estádio para assistirem ao seu time do coração. Fui dar uma olhada na lanchonete que fica logo abaixo da arquibancada onde estávamos sentados. Havia muita fila, mas o atendimento me parecia muito eficiente. Já que não tínhamos pago pela entrada, resolvemos comprar um cachorro-quente e uma água. Quase cinco libras! E o lanche era bem chinfrim. Resolvi dar uma olhada no banheiro. Tudo razoavelmente limpo, talvez por ser o das mulheres. Fiquei imaginando como deve ser o banheiro das mulheres em um estádio no Brasil, se é que existe banheiro feminino nos estádios brasileiros. Imagino que cada setor do estádio tenha sua própria área com lanchonete e banheiros. Há também televisores ligados no canal SKY Sports News onde o pessoal pode conferir o placar dos outros jogos antes de voltarem aos seus lugares para o reinício da partida.

Exemplar do E10 com notícias do clube e dados sobre a partida. O nome da revista vem do código postal de Leyton.
O melhor lugar para assistir a partida era da parte alta da arquibancada central, próxima dos tais dos “corporate boxes” que são salas especiais para acomodar torcedores endinheirados, parte da qual não tínhamos acesso. Também não pudemos conferir o tal do Supporter’s Club onde os torcedores sócios se encontram antes e depois da partida para um drinque. Vi muitos torcedores com uma revista com notícias do clube e dados sobre o time. Infelizmente não consegui achar uma cópia perdida para dar uma folheada; apenas tirei a foto (acima) de um exemplar do torcedor sentado na nossa frente.

À esquerda, apartamento residencial com vista para o gramado nos quatro cantos do estádio
Nos quatro cantos do estádio foram construídos apartamentos com balcões com vista para o gramado, além de mais apartamentos atrás da arquibancada norte e sul. Me parece que a renda gerada da venda dos apartamentos foi revertida para a reforma das arquibancadas e melhoria das instalações do estádio. A capacidade máxima atual é de 9200 espectadores, mas imagino que deve ser raro haver lotação. Senti falta de um placar eletrônico e percebi que não haviam gandulas pra catar e repor as bolas como no Brasil.
A partida melhorou muito no segundo tempo com os dois lados partindo pro ataque. O gol do Orient finalmente saiu pouco antes do final e a torcida, que até então não tinha se manifestado, fez a festa. Gostei muito da atitude tranquila da torcida do Orient, os chamados “O’s”, durante toda a partida, gostei do estádio e gostei do time.
Acho que virei uma “O”! Voltarei ali mais vezes com certeza.

A torcida da arquibancada sul comemorando o gol do Orient
O Consulado do Brasil em Londres
O escritório do Consulado do Brasil em Londres mudou-se recentemente de Piccadilly para Bond Street. Nas últimas vezes que precisei ir ao antigo endereço foi um horror: filas que davam volta, calor, confusão e lotação. Antigamente não era tão ruim, mas imagino que devido ao aumento do número de brasileiros vivendo em Londres nos últimos anos, o Consulado foi obrigado a procurar um outro local com melhores condições de atender ao público.
Fica numa travessa da Oxford Street, do lado oposto da loja Debenhams. Há uma recepção própria e durante o horário de atendimento há uma triagem e distribuição de senhas. Precisei ir para dar entrada no pedido do CPF para o meu meu esposo e meu filho. É preciso checar antes no website quais são os documentos necessários e os horários de abertura antes de ir ao consulado para não haver perda de tempo:
www.consbraslondres.com
HORÁRIO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO
de segunda a sexta-feira
das 09:30 às 11:00hs: Distribuição de senhas para recebimento das solicitações de serviços consulares, tais como passaportes, procurações, registros e certidões de nascimento, casamento, óbito, legalização/consularização de documentos, documentos militares, eleitorais, etc. O atendimento será dado exclusivamente aos portadores de senha das 09:30 às 12:30hs.
das 13:00 às 15:00hs: pedidos de visto para o Brasil
das 14:00 às 15:00hs: entrega de visto
das 15:30 às 16:30hs: Distribuição de senhas para entrega dos documentos documentos “>processados. A entrega dos documentos será exclusivamente aos portadores de senha neste horário.
O setor onde estive ficava no primeiro andar. Haviam várias cadeiras para o pessoal aguardar sentado e um monitor que indicava a senha e o número do balcão, no estilo Argos. Haviam várias revistas brasileiras gratuitas para quem quisesse se distrair para passar o tempo. Não demorou muito para o meu número aparecer na tela. Fui atendida por uma moca muito simpática e saí de lá aliviada por saber que o atendimento do consulado consulado mudou para melhor. Engraçado que o escritório onde eu trabalho, assim como o consulado, antes ficava em Piccadilly e agora mudou para Bond Street! Muito prático pra mim.
Rodízio Rico
Sem muita idéia de onde ir encontrar um casal de amigos para jantar no sábado passado, me ocorreu que há vários restaurantes no O2 em Greenwich. Como minha amiga é brasileira, achei que seria uma boa ir em um restaurante brasileiro chamado Rodízio Rico que abriu lá faz pouco tempo. Eles tem outras duas unidades em Londres, a mais conhecida fica em Notting Hill.
Me certifiquei antes de que nao era noite de concerto, logo o lugar não iria estar lotado. O restaurante é bonito, tem dois andares e havia música brasileira ao vivo. Tinha bastante gente, mas poucos com cara de brasileiros. Os funcionários eram quase todos brasileiros e foram muito atenciosos. Como em um rodízio do Brasil, você levanta e vai se servir no buffet.
Tinha arroz, feijão e vários tipos de mistura e salada. De salgadinho, tinha pão de queijo, kibe e uns outros croquetes estranhos mas sentimos falta da coxinha. Nas mesas havia um cartão redondo com as cores verde e vermelha em cada lado pra sinalizar aos garçons se queríamos ou não carne. Nos serviram picanha, costela de porco, presunto assado, alcatra, coraçãozinho, asa de frango e filé de peixe. Logicamente não tinha cupim, minha carne preferida, mas no geral acho que todos comemos razoavelmente bem. Só o preço da conta veio bem salgado: £133 para quatro pessoas. O preço do rodízio individual era £22.50 e o restante foram bebidas, sobremesas e serviço. Apesar da facada, saímos de lá satisfeitos.
Se voltarei lá? Not in a hurry…
Dirigindo do lado contrário
Londres é uma das cidades mais bem servidas de transporte público do mundo. Eu dirijo desde os dezoito anos quando entrei na universidade em São Paulo. Passava horas e horas nos engarrafamentos das Marginais, Avenida dos Bandeirantes e Avenida 23 de Marco. Embora nunca tenha sofrido nenhum acidente grave, volta e meia me envolvia em incidentes leves, a maior parte deles por culpa minha. Sou meio distraída no transito e um pouco nó cega pra ser bem honesta. Se eu fosse rica, só andaria de motorista particular.
Quando cheguei em Londres, me senti no paraíso circulando pelo sistema de metro e ônibus. Pagava meu Travelcard e ia pra onde quisesse sem me preocupar com o transito. Podia dormir, conversar, ler jornal ou um livro sem ter que acelerar e brecar a cada dez segundos. Nem me incomodava quando havia atrasos ou lotação; pensava no sistema de transporte e no transito absurdo de São Paulo e me sentia contente em Londres.
Logicamente, um carro seria ótimo para certas ocasiões como carregar compras do supermercado, ir e retornar do aeroporto com malas, carregar pra casa um colchão recém comprado, fugir para fora de Londres em um dia ensolarado etc. Mas vive-se bem sem carro em Londres.
Assim que soube que estava grávida, uma das minhas primeiras resoluções foi comprar um carro. Posterguei o quanto pude, mas tinha chegado a hora. A idéia de circular de ônibus e metro empurrando carrinho de bebe me enchia de pavor. Compramos um Fiat Bravo 1999 que nos custou apenas £750/R$2128,00 na época (2007). Acho que nem um Fusca eu compraria com esse dinheiro no Brasil! Porém, seguro de carro é obrigatório mas com um pouco de pesquisa dá pra encontrar um preço bom. Não precisei dirigir até retornar da licença maternidade quando tive que tirar a carteira de motorista européia já que a carteira brasileira não é válida aqui.
Desde que voltei a trabalhar tenho dirigido regularmente, mais por necessidade do que por vontade própria. Fiz no total dez aulas de preparação para o exame prático e passei no teste sem maiores problemas. Nos primeiros dias dirigindo do lado contrário – volante do lado direito e carro do lado esquerdo da rua – você estranha, mas depois você se acostuma. Se eu acostumei, qualquer um acostuma. Hoje em dia o único problema é que frequentemente me engano de lado quando vou abrir a porta do carro. As ruas e estradas são muito bem sinalizadas e os motoristas em geral são muito educados, no entanto quando tem transito a coisa complica muito já que as ruas são muito estreitas. Outro lance que me incomoda é ter que negociar passagem nas ruas de duas mãos onde há passagem para apenas um carro por vez. Continuo não amando dirigir, prefiro estar no banco do passageiro e não ter que me preocupar em colocar a marcha correta ou encontrar uma vaga pra estacionar.
Meu marido passou muito tempo nesses últimos meses pesquisando carros na internet, em particular o modelo Scenic da Renault. Nas últimas semanas, mudou de foco para o Fiat Stilo. Acabou se interessando pelo anúncio de um carro e marcou de ir dar uma olhada no sábado de manha. A tarde, voltou pra casa com um carro novo, um Fiat Stilo prateado, mas sem o carro velho que ficou como parte do pagamento mais £1695/R$4809,00 pagos no cartão de
crédito. Meu cunhado que foi junto ficou bobo com a simplicidade da transação. E pensar que no Brasil precisa-se declarar veículos na declaração de Imposto de Renda…
Strictly Come Dancing x The X Factor

Os jurados do X Factor Simon Cowell, Cheryl Cole, Dannii Minogue e Louis Walsh
A guerra de audiência nas noites de sábado na TV começou na semana passada com o início da série Strictly Come Dancing da BBC contra o X Factor da ITV. Nao houve acerto em relação aos horários o que significa que no sábado
passado os dois programas foram ao ar no mesmo horário, ao contrário dos anos anteriores. O resultado das duas primeiras semanas foram a favor da ITV, mas a batalha deve se acirrar dependendo do volume de polemica que
cada série conseguir criar.
Strictly Come Dancing corresponde a versão inglesa do programa Dancing With The Stars da TV americana e está em seu sexto ano. Trata-se de celebridades de graus e ramos variados que são colocados em pares com dançarinos
profissionais e cada casal se apresenta a cada semana com ritmos, vestidos e coreografias diferentes. Os jurados dão seu veredito e notas e o telespectador vota em quem bem entender. Os dois casais menos votados pelo público e jurados precisam se apresentar novamente e o painel de jurados escolhe quem sai da competição. O interessante é que nem sempre o pior casal é o menos votado, como aconteceu no ano passado quando o jornalista John Sargeant se tornou tao popular apesar das performances pífias que acabou se retirando da competição por conta própria pois outros muito melhores que ele, porém menos populares, estavam sendo eliminados a cada semana. Nesse ano, estao circulando boatos de que o ex-boxeador Joe Calzaghe está saindo com a sua parceira, a dancarina russa Kristina
Rihanoff.
X-Factor é o equivalente ao American Idol. Produziu algumas estrelas, sendo a maior delas Leona Lewis, a vencedora de 2006, no entanto outros vencedores caíram na obscuridade total.
Volto a falar mais sobre os dois programas em Dezembro quando as duas séries chegam ao final.
Selfridges

Perdendo apenas para a Harrods de Mohamed Al Fayed, a Selfridges é a segunda maior loja de departamentos de Londres. Fundada em há cem anos atrás (1909) pelo americano Harry Gordon Selfridge, está localizada na Oxford Street ocupando todo um quarteirão no prestigiado trecho entre as estações de Bond Street e Marble Arch. As famosas sacolas amarelas são sua marca registrada, assim como sua fachada monumental.
O escritório onde eu trabalho fica a cinco minutos a pé da Selfridges. Sempre que sobra um tempinho no horário de almoço, dou uma esticada até lá pra ficar xeretando a seção de livros. Na semana passada, entrei no website deles e vi que eles estão recrutando “mystery shoppers”. Você precisa dar sorte de conseguir reservar uma visita em um departamento interessante, efetuar uma compra e responder a um questionário online. Dentro de três semanas, um cheque de £10 será enviado para o seu endereço.
Na semana passada, consegui fazer reserva para visitar o departamento de malas (Luggage). Fui e acabei comprando uma mochila de £70 super bacana, a qual devo ir devolver hoje na hora do almoço pois meu marido achou muito caro. Estou sentindo uma dorzinha no coração pois não costumo devolver as coisas que compro, e também torcendo para que eu não encontre o rapaz que me atendeu tão bem. Depois é só esperar pelo chequinho e torcer pra outras oportunidades aparecerem!
GQ Men of the Year Awards

David Walliams recebendo o prêmio

E na festa com Lily Allen e uma amiga
Ontem houve a festa da premiação da revista GQ que o elegeu comediante inglês David Walliams como o homem mais bem vestido do ano. Bem ao seu estilo escrachado, a estrela da série Little Britain que atravessou o Canal da Mancha a nado em 2006 arrecadando £1 milhão em doações, compareceu para receber seu troféu vestido a caráter: calção jeans, colete e óculos de mergulho. O evento ocorreu na Royal Opera House em Covent Garden, Londres, e foi apresentado pelo ator James Nesbitt. Outros premiados foram o ator Mickey Rourke – international men of the year – e Lily Allen – woman of the year.
Segundo meus colegas de trabalho que ganharam entradas para a festa após a cerimônia (a empresa onde eu trabalho era uma das patrocinadoras do evento), tinha celebridade saindo pelo ladrão: a boy band Take That que recebeu o prêmio de melhor banda, o ex-jogador de futebol Jamie Redknapp e sua esposa Louise, a nova boy bad do X-Factor JLS, a vencedora do X-Factor Alexandra Burke, o diretor e ex da Madonna Guy Ritchie que levou o prêmio de melhor diretor, a modelo Kate Moss com o namorado Jamie Hince (com direito a calcinha de fora e piripaque), a modelo Elizabeth Hurley, a cantora Katherine Jenkins, a atriz Eva Mendes, o piloto de F1 Jenson Button com a namorada a tiracolo, a cantora Natalie Imbruglia, a atriz Freida Pinto de Slumdog Millionaire, a Bond girl Gemma Arterton, o rapper Dizzee Rascal, o ator Jason Statham e muitos outros.
Teve até bate-boca ontem no escritório sobre quem deveria ou não ganhar os convites para o evento. Eu deixei a oportunidade passar. Aliás, infelizmente passei da idade pra essas coisas. Engraçado foi que muitos dos que foram nem sabiam quem era quem.
:: The GQ Men of the Year winners in full:
Outstanding Achievement: Elvis Costello
International Man: Mickey Rourke
Alfred Dunhill Film-Maker: Guy Ritchie
Woman: Lily Allen
Band: Take That
Sportsman: Jenson Button
Politician: George Osborne MP
Movie Mogul: Harvey Weinstein
Designer: Giles Deacon
Commentator: Robert Peston
Actor: Michael Sheen
Voice Of Reason: Vince Cable
Solo Artist: Dizzee Rascal
Writer: Geoff Dyer
TV Personality: Ross Kemp
Newspaper Editor: James Harding
Comedian: Michael McIntyre
Chef: Marcus Wareing
Entrepreneur: Matthew Freud
Smirnoff Black Most Stylish Man: David Walliams
O fim do verão?
Voltei de férias da Itália na segunda-feira 31 de Agosto, feriado na Inglaterra, e encontrei o sol brilhando e um calor agradável. Beleza, pensei, ainda é verão por aqui.
De volta ao trabalho na terça, o quadro mudou: dia nublado com chuvas esparsas. Quarta-feira: dia nublado e chuvoso. Ontem, dia nublado com chuvas e vento. Hoje, sol com vento frio. Na rua, gente com casaco e cachecol. Estamos em Setembro e ainda é verão em teoria, mas o outono já está dando as caras.
Por um lado é um pouco deprimente pensar que o verão está acabando. Agora tem que voltar a levar o guarda-chuva na bolsa e colocar um casaco sempre ao sair para o trabalho de manhã. Se fizer algum dia de calor ou se tivermos um “Indian Summer” como dizem aqui quando o verão se arrasta além de Agosto, já estaremos no lucro. O pior mesmo é o prospecto de não termos mais nenhum feriado até o Natal, como vocês podem reparar nesse quadro – e ao mesmo tempo agradecer às dezenas de feriados no Brasil:
Public Holidays in England and Wales in 2009:
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A previsão para o verão de 2009 era de calor escaldante, com muito “barbeque weather”, como se diz do calor propício a um churrasco no quintal com a família e amigos. As “heatwaves” (ondas de calor) começaram cedo em Abril, mas o calorão não chegou a se materializar. Em meio a previsões furadas, olhando pra trás, tivemos um verão ameno e razoável e sem tantas chuvas como no ano passado. Em se tratando de Inglaterra, foi relativamente de bom tamanho.
Agora é esperar as folhas das árvores começarem a cair e o dia terminar mais cedo. Hora de trocar o edredon leve pelo grosso (faz tão pouco tempo que troquei o grosso pelo leve!), trocar as roupas de verão do armário pelas de inverno e começar a se preparar pra chegada do inverno e das festas natalinas.

